domingo, 31 de janeiro de 2016

quinta-feira, 28 de janeiro de 2016

Meu tanto

O muito de mim
Calado, sombrio
De pavio curto
Vira e mexe, reflete.

Entre estresses
Buscas, loucuras
Resmungos
Silêncio emburrado

Grita alto, abafado
O dia que não quer ter
Esbraveja e veja
As coisas estão no mesmo lugar

Um dia deita sobre o outro
Ao amanhecer pode ensolarar
Espera o dia acabar menina
A mulher vai despertar.


domingo, 8 de novembro de 2015

A sós...

Mulheres pretas
Largadas a mesa
Solteiras a espera
Não do primeiro encontro

Do último encontro

Do amado real e verdadeiro
Do companheiro, guerreiro
Do parceiro de toda hora
Que não vai embora mesmo distante

Se plante, o seu pode está guardado
Não bem sei, em algum lugar talvez
Sei lá, outro planeta... Menina preta
Você não está só, somos sós!

terça-feira, 6 de outubro de 2015

Diariamente Contrariada...

Mais um dia viva, contrariando a ordem do sistema.
Mais um dia, mais uma luta, uma labuta
E lá se vão meus relógios, celulares, meu salário, meu tempo roubado, meu alento levado.
No ponto de partida sou abordada pela cilada, armada, aos gritos, me pede calma. Aterroriza, espalha, atrapalhar, nos deixa na beira da encruzilhada e deflagra.
Na escuridão, fugir parece opção. Errada, atravesso o lado, da bala. E entre curvas e corridas, acho a saída que me permite chegar ao novo dia.
Agradecer, ceder, me doar aos meus, a todos, enquanto tempo existir.

sexta-feira, 2 de outubro de 2015

Sem tembro

Uma noite fria solidão,
Sensações múltiplas
Guardadas

Me lembrou a infância
Marcada por várias falas
Minhas, conversadas

E por alguns instantes
Não percebo mudanças
Andanças e nem danças

Cirandas, janelas fechadas
Calor, frio, aconchego, desapego
Sinto a doçura amarga de ser só
sol.