sábado, 15 de julho de 2017

Entra pedaços e farrapos

Mantendo a fortaleza de dentro de mim
Essa que parece querer fugir
Cair em si, e Djavan volta a mente
Inquieta entre o sol e o poente
Busco o resto de mim
Encontro sorrisos, abraços
Beijos, afagos, me encontro
Remonto meu modo de sentir
E sinto mais, cada olhar, despertar
E até os abraços não dados, sinto
Reflito, contemplo.

Fora de mim

Como uma estranha dentro de mim
Meus sentidos estão bagunçados
Mas sinto de forma muito intensa tudo
Perco passo e pareço ainda mais atenta
Não estou, é só minha vontade querendo gritar mais alto.
Faço as coisas no automático, desacelero, paro, me deito, e tento lembrar se deixei tudo no lugar.
Sinto o raio solar, mas não corro para rua
Prefiro a quietude do dia, e minha cabeça um turbilhão vazio.
Estranha como outro ser, talvez um mais sincero talvez.
Estranha e cheia de receios, do toque ao olhar desconfiada.
Estranha e tão eu ao mesmo tempo, raciocino lento, mas consigo ligar as coisas.
Ligar e me desligar, pelo menos por um instante.
E entre instantes distantes busco a definição de mim.
Certa de que um dia encontrarei.

quinta-feira, 1 de setembro de 2016

Como a lua ao anoitecer

Previsíveis são homens,
Nos trejeitos, jeitos,
Viradas, olhadas, piscadas,
Moscadas e mais olhadas
Assédios, suas chamadas
Cantadas.

E como se loucas fossemos,
Fugimos não perceber,
Rimos alto, refletimos
E alguns momentos,
Caímos nos gritos, brigamos
Até xingamos, e homens
Continuam a ser.

Previsíveis até nas desculpas
E no jeito meigo do retorno,
Suborno, e lesadas seguimos
Ou não, nesse par de vãos.
Sigamos, entre risos e gritos,
Mulheres espertas, sensitivas,
Ariscas, imprevisíveis, sensíveis.

domingo, 3 de julho de 2016

Nuvens

Todo mundo deveria ter uma nuvem
Sua sombra e tranqüilidade que aparentemente parece nublar o dia, mas diferentemente não o modifica.
Algo passageiro, ligeiro, um momento tranqüilo a sós, ou dentro de nós de bem querer.

domingo, 29 de maio de 2016

A derradeira!

Última semana
O corpo não aguenta mais
O sono quer me derrubar
A Cabeça explodir
O mundo sacode
Tanta coisa acontecendo
Quanta dor e tormento
Resta alguns dias
Mais suor e agonia
Tremor, medos
Anseios, receios
Freio, descanso rápido
Respiro fundo e sigo
Nasci para correr com vida
Para pensar depois da lida
Lutar e atingir, emergir
Preta que sou, crescer e florir.