quarta-feira, 15 de julho de 2015

Um agora, nestante, talvez...

Doce, amarga
Por vezes azeda
Simpática
Irônica, sarcástica.

Antártica, fria
Cubo de gelo
Mentira!
Esguia, menina.

Mole como a Maria
Açucarada a se desfazer
Em lágrimas, risadas
As vezes de fachada.

Controvérsia!

quinta-feira, 2 de julho de 2015

Mais um desabafo...

Minha negritude escorre pelos poros
Ao ver meu irmão preto, sacar uma arma
Me pegar na marra e levar meu suor mensal
Penso no puto sistema burlado
Tudo virado de cabeça para baixo
Quem me estendia a mão agora é inimigo
E não vacile, se não é bala na boca e ouvido
Grito alto e o meu pranto abafado
Ecoa surdo dentro de mim
Me indigno, xingo, mas ainda quero lutar por esse país.
Quero com palavras, levar esperança
E quem sabe mudar o futuro das minhas crianças.
Ver meu irmão bem de vida, comida e a família
Não precisar roubar nem matar para sobreviver
Ver as pretas crianças na escola, buscando nos livros, a motivação para vencer
Querer, crescer, desenvolver e replantar essa sementinha
Florescer novas Marias, Mateus, Meninas e Meninos
Frutos de um novo país!

terça-feira, 30 de junho de 2015

Além...

Enquanto a madrugada se deita sobre o luar,
rezo e deito a tua espera
nos meus sonhos
nos meus dias
sem a vírgula da despedida
sem os pontos da ausência
quero-te reticências.

segunda-feira, 29 de junho de 2015

sábado, 20 de junho de 2015

Sonhomar

Sonhei contigo
Lindo e sorrindo
Aquele sorriso largo
De lábios molhados.

Frente ao mar
Como um dejavu
De uma leve tarde
Findada e fria.

Na sua alegria mergulhava
Me afogava de amor
De amar, do mar
Despertei ao som das ondas

E permaneci sonhando acordada!