terça-feira, 22 de janeiro de 2019

Semente!

Gente, fala o que sente sem saber que é semente
Gente, é grossa, intragável, de pouca memória
Machuca, e depois não sente culpa
Sem lembrar que o outro lado é gente
Sente, chora, implora ou simplesmente vai embora
Após algumas grosserias
E entre gentes e gentes, sigo no caminho daquele ditado: "puta só, ladrão só", solitário a berça, mas onde é mais possível se ver, se ter e não se doer
Entre gente com a gente, o afago dos bons pensamentos e de algumas doses de novidades acalanta a alma e aquece a solidão de sempre
Entre solidão de gentes, é melhor está só do que sozinha no meio de um monte de gente.

segunda-feira, 21 de janeiro de 2019

Aquariana

Quente? frio?
Esconde, esconde?
Ela é a mistura de enigma
e transparência,
e se incomodar ela escorre
em lágrimas.
Nem sei se mais sol ou água
mas ela adora o verão,
calor, crianças,
e criança é puro afeto e calor.
É a mistura do poderoso chefão
com os ursinhos carinhosos,
e consegue deixar qualquer
canceriana e ariana louca com isso.
Mas sendo mais quente que fria
nos mantem embaixo do seu cobertor
de amor, irmandade, sinceridade,
e muito querer bem.
Meu maior enigma é dura como água
doce como rapadura, alegre como o sol
e os anos comprovam que ela faz muito bem a saúde,
essa AquAdriana.

terça-feira, 16 de outubro de 2018

Parto

Senta, levanta, bebe água,
procura um doce, salgado,
olha notícias, insta, e-mail,
se cansa, levanta, caminha.

Senta, bebe água, sente o vento,
sente dor na coluna, olha o zap,
insta, pensa na vida, bebe água,
troca de posição, levanta, senta.

Sente tanto, cabeça, corpo,
carro do ovo passa, caminhão buzina
vento, criança do vizinho chora,
mãe grita, escrevo enquanto ouço.

Observo tudo e a mim, menos meu filho,
meu momento, meu parto,
desato, tenho vontade de chorar,
gritar, sair correndo, mas me sento
escrevo, revejo e volto ao filho,
minha criação, solidão, dissertação.

domingo, 14 de outubro de 2018

Meu cantor

Quebrando as barreiras da rima
Rimando ou interpretando
Ele mexe e remexe comigo
Do pé ou pé do ouvido
Entre músicas, poesias e gestos.

Um amor cantado
em versos, estrofes e grave
É grave a minha loucura de fã
Onde todo dia é um ontem ou
um amanhã de encanto.

Dona Bené

Pega a vassourinha para mal olhado, porque ela já me viu e quer me levar.
Negra, maravilhosa, dos cabelos brancos, artrose, artrite e osteoporose, mesmo com muito leite de vaca, de peito e agora muito mingau.
A mulher guerreira, com seus vários fios brancos, tem muitas histórias para contar, e muito samba salteado no pé, além do cheiro gostoso de alfazema e o sangue igual o meu, O positivo.