Última semana
O corpo não aguenta mais
O sono quer me derrubar
A Cabeça explodir
O mundo sacode
Tanta coisa acontecendo
Quanta dor e tormento
Resta alguns dias
Mais suor e agonia
Tremor, medos
Anseios, receios
Freio, descanso rápido
Respiro fundo e sigo
Nasci para correr com vida
Para pensar depois da lida
Lutar e atingir, emergir
Preta que sou, crescer e florir.
domingo, 29 de maio de 2016
A derradeira!
terça-feira, 26 de abril de 2016
Minha cor
Preta toda
De alma, de cor
Sinto a dor
Desconforto diário
Não vejo pretos espaços
Nem espaços de pretos
Descor, descolorido
Branco alcalino
E não me vejo
Mulher e preta.
quinta-feira, 31 de março de 2016
Desacelerada!
Sigo tranqüila
Com o coração desperto e encorajado
Ancorado no agora e feliz
Um tanto Narciso, meu eu
Um tanto saudoso, sem meu
Sigo e a vida me segue
Mais branda e serena
Com passadas desaceleradas
segunda-feira, 8 de fevereiro de 2016
Arranha céu
Enquanto mar, transbordo
A bordo de mim
Navio sem âncora
Imensidão.
Entre Drão e trovão
Me reviro em luas
Sou de fases, faces
Agora triste.
Entre barraventos e pararaios
Sinto-me arranha céu
Perco a mão, risco o chão
Jogo minha pipa no ar
Vôo com ela.
domingo, 31 de janeiro de 2016
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