Sigo tranqüila
Com o coração desperto e encorajado
Ancorado no agora e feliz
Um tanto Narciso, meu eu
Um tanto saudoso, sem meu
Sigo e a vida me segue
Mais branda e serena
Com passadas desaceleradas
Sigo tranqüila
Com o coração desperto e encorajado
Ancorado no agora e feliz
Um tanto Narciso, meu eu
Um tanto saudoso, sem meu
Sigo e a vida me segue
Mais branda e serena
Com passadas desaceleradas
Enquanto mar, transbordo
A bordo de mim
Navio sem âncora
Imensidão.
Entre Drão e trovão
Me reviro em luas
Sou de fases, faces
Agora triste.
Entre barraventos e pararaios
Sinto-me arranha céu
Perco a mão, risco o chão
Jogo minha pipa no ar
Vôo com ela.
O muito de mim
Calado, sombrio
De pavio curto
Vira e mexe, reflete.
Entre estresses
Buscas, loucuras
Resmungos
Silêncio emburrado
Grita alto, abafado
O dia que não quer ter
Esbraveja e veja
As coisas estão no mesmo lugar
Um dia deita sobre o outro
Ao amanhecer pode ensolarar
Espera o dia acabar menina
A mulher vai despertar.
Mulheres pretas
Largadas a mesa
Solteiras a espera
Não do primeiro encontro
Do último encontro
Do amado real e verdadeiro
Do companheiro, guerreiro
Do parceiro de toda hora
Que não vai embora mesmo distante
Se plante, o seu pode está guardado
Não bem sei, em algum lugar talvez
Sei lá, outro planeta... Menina preta
Você não está só, somos sós!