segunda-feira, 22 de setembro de 2014

Meio flor, meio vera

E de prima que me resta
O seu olhar sorriso
Jeito doce, capricho
E o safado destino
Primaverou.

Noite a dentro
Rio e vermelha fico
Entre encontros, músicas
E tanta saudade.

Nosso lar e mar tão perto
Inquieto de meu eu, calado
Disfarçado, sai catando lembranças
De dias, anos e segundos atrás.

Meu, trás aquele menino para mim
Aquele que de contar a rotina
Me faz sorrir, pelo compartilhar
Entusiasmado, desmaio e sonho
Meio doce de leite, agridoce nós.

sexta-feira, 19 de setembro de 2014

SUfocada

Queria me reencontrar
Na minha poemaresia
Tirar do pó e da vida
Aos encantos e encontros.

Te reencontrar
E ser parte abraço
Num lanço de amor
Mar e som.

Querer o nosso infinito
Tá tão finito pro agora
Que venha o afora
E que a água que me afoga
Transborde!

domingo, 31 de agosto de 2014

Não sem tempo... Setembro

Cheio de flores e sol
Amores, temores
Menos dores
Dolores.

Cores, formas
Triângulos e círculos
Gosto do seu ciclo
Umbigo e o ano mora aqui.

Desce mais um pouco
Se acaba, goza e pronto
Para outra, outras luas
Fases, frases nuas.

Céu limpo, azul límpido
Djavan e o caetanear
Cantarolar, não sem tempo
Meu tembro, sempre lembro
De ti.

E tanto toca em mim
Pela matriarca
Pelo chuva que embarga
Pela flor e por tanto amor
Um que, querer de mãe.

terça-feira, 26 de agosto de 2014

Terça parte de mim

Juntando as metades
Tentando ser inteira
Difícil a essa maneira.

Sem eira nem beira
Sinto-me cheia
Transbordo, mas não
Esvazio, vazio, frio.

Arrepio sombrio
E me vejo cinza
PB o corpo inteiro
Cheio de vícios.

E issos e aquilos
Manias voltam
Vontades absurdas, surdas
Grito e não calo- as.

Me prendem, agridem
E a cada machucado
Diminuo minha voz,
Eco mudo, infinito surdo

E vários nós.