domingo, 23 de junho de 2013

Tarde Blues

Gosto do azul e também do blues
da cor, da melodia
do balanço do dia
e da calmaria do mar

Gosto do dançar das nuvens

e da admiração da lua 
observadora e calada, 
aparentemente fria, sombria,
amiga dos lobos.

Gosto dela cheia, vaidosa

gosto da noite, mesmo escrevendo de dia
gosto do frio, que suplica o abraço
gosto do sereno e
do blues que agora me inspira.




quarta-feira, 5 de junho de 2013

Leve Doçura


Doce pureza, minha reza seja também sua,
lua testemunha, a favor de mim,
que de tão pequenina salvo a proferir poesia,

dentro do dia.

Pobre céu

Pobre de estrelas, negro céu.
Da boca, olho e procuro constelações.
Três marias, irmãs, vizinhas.
Contam segredos da lua, para a rua
e sorriem sozinhos.
Entrelinhas, sinais de estrelas, outros céus,

céus de boca, de lua, de sonhos.

Inquietação

Prioridade, cidades, idades, verdades e mentiras.
Ditas, ditadas,  impostas e pagas em forma de impostos.
Postos de faísca, explodem todos os meses em nossas mãos.

A não! Anão! Quero ser pequenino de novo  e só impor de brincadeira.

Telhado de chuva


Céu de telhado, telhado molhado
Molhado de chuva, miado de gato.
Cobertor, cobre amor, cobre dor,
Cobre mim, cobre- me, cobre si.
Se quiser vou te da essa mar de azul,

Vou cantar tudo blue.