Preta toda
De alma, de cor
Sinto a dor
Desconforto diário
Não vejo pretos espaços
Nem espaços de pretos
Descor, descolorido
Branco alcalino
E não me vejo
Mulher e preta.
terça-feira, 26 de abril de 2016
Minha cor
quinta-feira, 31 de março de 2016
Desacelerada!
Sigo tranqüila
Com o coração desperto e encorajado
Ancorado no agora e feliz
Um tanto Narciso, meu eu
Um tanto saudoso, sem meu
Sigo e a vida me segue
Mais branda e serena
Com passadas desaceleradas
segunda-feira, 8 de fevereiro de 2016
Arranha céu
Enquanto mar, transbordo
A bordo de mim
Navio sem âncora
Imensidão.
Entre Drão e trovão
Me reviro em luas
Sou de fases, faces
Agora triste.
Entre barraventos e pararaios
Sinto-me arranha céu
Perco a mão, risco o chão
Jogo minha pipa no ar
Vôo com ela.
domingo, 31 de janeiro de 2016
quinta-feira, 28 de janeiro de 2016
Meu tanto
O muito de mim
Calado, sombrio
De pavio curto
Vira e mexe, reflete.
Entre estresses
Buscas, loucuras
Resmungos
Silêncio emburrado
Grita alto, abafado
O dia que não quer ter
Esbraveja e veja
As coisas estão no mesmo lugar
Um dia deita sobre o outro
Ao amanhecer pode ensolarar
Espera o dia acabar menina
A mulher vai despertar.