domingo, 31 de agosto de 2014

Não sem tempo... Setembro

Cheio de flores e sol
Amores, temores
Menos dores
Dolores.

Cores, formas
Triângulos e círculos
Gosto do seu ciclo
Umbigo e o ano mora aqui.

Desce mais um pouco
Se acaba, goza e pronto
Para outra, outras luas
Fases, frases nuas.

Céu limpo, azul límpido
Djavan e o caetanear
Cantarolar, não sem tempo
Meu tembro, sempre lembro
De ti.

E tanto toca em mim
Pela matriarca
Pelo chuva que embarga
Pela flor e por tanto amor
Um que, querer de mãe.

terça-feira, 26 de agosto de 2014

Terça parte de mim

Juntando as metades
Tentando ser inteira
Difícil a essa maneira.

Sem eira nem beira
Sinto-me cheia
Transbordo, mas não
Esvazio, vazio, frio.

Arrepio sombrio
E me vejo cinza
PB o corpo inteiro
Cheio de vícios.

E issos e aquilos
Manias voltam
Vontades absurdas, surdas
Grito e não calo- as.

Me prendem, agridem
E a cada machucado
Diminuo minha voz,
Eco mudo, infinito surdo

E vários nós.

sábado, 16 de agosto de 2014

Oferenda!

Conturbado
Dias frios e molhados
A lados, estressados
Meus e presentes.

Embalados pelo ausente
Cadeado trancado
Trancafiada em mim
Tento fugir.

Insistentemente prosigo
Findo o mundo, que ar
Mas não volto a levitar
Pelos pés fincados ao chão.

Razão e eu sou cheia dela
Essa que é meu lamento
Tormento diário
Pelo não escapar.

Estourar, explodir
Sumir, fugir, ir
Ver o mar, afogar
Entregar todas minhas
Dores a Iemanjá.