domingo, 10 de agosto de 2014

A Deusa das lembranças

Nem te vi lua
Super grande nua
Luz solar a brilhar
No anoitecer.

Ser ou não ser
E multifacetada
Aparece, escurece
Endoidece e tira o sono.

E sonho
Sem doces e recheios
Olhos cheios e miúdos
Armazenam saudade.

Detalhes pincelados
Quadros lado a lado
Esquadros e de novo lua
A Deusa das lembranças.

sexta-feira, 1 de agosto de 2014

Gosto do agosto

Saboroso, meloso
Gosto de recompensa
Senta, pensa, repensa
Reinventa e muda.

Nesnuda, muda e surda
Deixo o externo
Ouço o interior
Transbordo e choro.

Desabo, descombros
Dou de ombros
Justifico, fico
Dentro e fora de mim.

Brigo com o intelecto
Com minha arte
Perfeccionismo
Crises e ises.

Fim, recomeço
A gosto modo
Do mesmo
Meu cada dia.

sábado, 26 de julho de 2014

Mergulhada

Por amor me entrego
Mergulho fundo
Sem nem saber nadar

Aprendo, invento
Arranjo um remo
Sinto a superfície
Respiro, piro

Volto pro-fundo
E sinto-me, vejo-me
Límpida agridoce
Mar-menina

Batimentos acelerados
Corpo e olhos molhados
Pensamentos cansados
Mais um gesto silenciado

Viciado, mal acostumado
Amor do jeito amado
Sem limites e freios.

quarta-feira, 23 de julho de 2014

Praça

Velhos, dominó
Conversas, sorrisos
Arlindos, Josefas e Judites
Cuidados traçados e destinos.

Atinos e filhos
Dos Deuses e dos Santos
De Jesus e dos Anjos
Meus planos e sonhos.

Mexidos e remexidos
Expandidos, lidos
Idos e vindos
Renascidos.

No fim de tarde, alarde
Um laranja a parte
Mistura ao amarelo- azul
Belo é o envelhe-ser, viver.

Desentupidor de palavras

Daquele tipo menina
Que não gosta de muito palpite
Felino e o sangue escorre a boca
Independente, sei perceber o que vem na minha frente.

Mente, frente, atualizada
Inspirada, instigada
Mulher doce, salgada
Agridoce por vida.

Azeda por vezes
Alegre na maior parte
Arte me move, envolve
Respeito sua opinião
Até que respeita meu espaço.

Invado, e como oceano sou
Sem muitos nos, voz
Grito alto, esbravejo
E inquieta ponho tudo
Para lá e para cá, só me tire do lugar.